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Servidores, que cobram reajuste de até 19,52%, ameaçam greve enquanto proposta é enviada à Assembleia Legislativa para votação nesta quarta-feira (14).
da Redação
Nesta terça-feira (13), o governador Mauro Mendes (União) confirmou que encaminhará à Assembleia Legislativa de Mato Grosso o projeto da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais com um índice de 4,26%. Mendes descartou qualquer possibilidade de ampliação do percentual, afirmando que o valor corresponde à inflação oficial do período, conforme dados divulgados pelo IBGE.
Em entrevista à imprensa, o governador foi taxativo. “É a inflação medida oficialmente. Nem um milímetro a mais”, declarou, justificando que qualquer reajuste acima desse patamar comprometeria o equilíbrio fiscal do Estado. A postura do governo ocorre no mesmo dia em que a Federação Sindical dos Servidores Públicos (FEESP-MT) e sindicatos associados se reúnem para definir as ações a serem tomadas.
A proposta do Executivo deve gerar forte reação entre os servidores, que buscam um reajuste que incluiria a inflação do último ano e a recomposição de perdas salariais acumuladas entre 2017 e 2025, totalizando um passivo de 19,52%. A FEESP-MT já ameaça iniciar uma greve geral caso o governo não estabeleça um canal de diálogo para elevar o percentual.
Carmem Machado, presidente da FEESP-MT, destacou a importância da valorização do funcionalismo. “Estamos lutando pelo que é nosso direito. Precisamos do reconhecimento por parte do governo de que o estado não funciona sem o servidor público e em meio a este superendividamento por parte dos consignados, precisamos desse recurso para equilibrar nossas finanças. Estão na hora do governo abrir a mesa de negociação com as lideranças sindicais”, afirmou. A líder sindical também convocou os servidores para comparecerem à Assembleia Legislativa durante a votação, como forma de pressionar os deputados estaduais.
A votação da proposta do Executivo está marcada para esta quarta-feira (14) em uma sessão extraordinária convocada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB). O líder do governo na Casa, Dilmar Dal Bosco (União), informou ao jornal A Gazeta que defenderá a proposta de 4,26%, a qual considera um “valor justo”, e salientou que a correção de 19,52% pleiteada pelos servidores é “incompatível com a realidade orçamentária”.
Paralelamente, o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat) já anunciou um indicativo de greve para o dia 21. A decisão se deve ao veto do governador Mauro Mendes ao aumento de 6,8% para os funcionários do Tribunal de Justiça, uma proposta que havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa e teve o veto do Executivo mantido pelo próprio Legislativo.

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