
Presidente do Sinop Futebol Clube se manifesta uma semana após vídeo da secretária Scheila Pedroso relatar ataques pessoais no Dia da Mulher
por Daniel Trindade
O empresário e presidente do Sinop Futebol Clube, Nadiro Santos, se manifestou publicamente na noite deste sábado (14) sobre os áudios que circularam em grupos de mensagens em Sinop e geraram repercussão política ao longo da última semana. A declaração ocorre cerca de uma semana após a secretária municipal de Planejamento Urbano e Habitação, Scheila Pedroso da Silva, relatar em vídeo publicado nas redes sociais ter sido alvo de ataques pessoais.
O caso ganhou visibilidade no último domingo (8), quando Scheila divulgou um vídeo em suas redes sociais relatando o impacto emocional provocado por mensagens que, segundo ela, continham ofensas direcionadas à sua honra e à sua vida pessoal. A publicação foi feita no Dia Internacional da Mulher.
No vídeo, a secretária afirmou que inicialmente pretendia utilizar a data para apresentar ações e projetos desenvolvidos ao longo de sua atuação na área de habitação e planejamento urbano. No entanto, segundo ela, os acontecimentos da semana anterior mudaram o foco da mensagem.
De acordo com o relato, os ataques começaram após seu posicionamento político e a confirmação de seu nome como pré-candidata a deputada estadual pelo partido Podemos. Scheila afirmou que os áudios, compartilhados em grupos ligados à cidade, continham comentários ofensivos e tentativas de desqualificar sua imagem pública.
Embora não tenha citado nomes diretamente na gravação, os áudios que passaram a circular nas redes e aplicativos de mensagens foram atribuídos ao empresário Nadiro Santos, que também é ex-candidato a vereador em Sinop e atualmente preside o Sinop Futebol Clube.
Na noite deste sábado (14), Nadiro divulgou uma manifestação pública sobre o episódio. No pronunciamento, ele reconheceu que utilizou palavras inadequadas durante uma discussão em um grupo de WhatsApp e pediu desculpas pelas ofensas que, segundo ele, acabaram atingindo pessoas que não estavam envolvidas na conversa.
“Olá, amigos e amigas do nosso querido município de Sinop. Venho aqui publicamente falar sobre os áudios vazados no último domingo, Dia Internacional da Mulher, onde fui colocado como um cidadão machista, algo que eu nunca fui. Sou casado há mais de 20 anos, tenho duas filhas e sempre respeitei não só as mulheres, como todos os seres humanos”, afirmou.
Durante a declaração, o empresário explicou que as mensagens foram enviadas após ele e sua família terem sido alvo de críticas dentro do grupo de conversa. Segundo ele, ao tentar responder às ofensas, acabou utilizando palavras mais duras do que deveria.
“Reconheço que errei. Participei de um grupo de WhatsApp onde fui ofendido e minha família também. Tentei responder à altura, talvez até de forma mais leviana do que deveria em relação às palavras que recebi. Acabei ofendendo terceiros que nem fazem parte desse grupo. Por isso reconheço o meu erro e peço desculpas a todos”, disse.
Nadiro também afirmou que, em sua interpretação, a repercussão do episódio acabou sendo utilizada dentro do contexto político local, especialmente após o anúncio da pré-candidatura de Scheila Pedroso à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Segundo ele, se a repercussão tivesse se limitado apenas à crítica às suas falas, sua manifestação pública teria sido exclusivamente para reconhecer o erro e pedir desculpas.
“Se tivesse sido apenas uma crítica à minha fala, eu estaria aqui somente pedindo desculpas, porque realmente reconheço que errei. Estou preparado para assumir minhas responsabilidades”, declarou.
A repercussão do caso ampliou o debate local sobre ataques pessoais no ambiente político e sobre situações enfrentadas por mulheres que ocupam cargos públicos ou posições de liderança. Durante o vídeo divulgado nas redes sociais, Scheila afirmou que decidiu tornar o episódio público justamente para chamar atenção para esse tipo de situação.
Segundo ela, muitas mulheres que passam a ocupar espaços de representação acabam enfrentando ataques morais e pessoais, especialmente quando se posicionam politicamente.
O episódio também reacendeu discussões sobre violência política de gênero, caracterizada por ações que buscam constranger, desqualificar ou intimidar mulheres que atuam na vida pública.
Casos de violência contra mulheres podem ser denunciados por meio do telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher que funciona 24 horas por dia em todo o país. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo número 190. Também é possível procurar delegacias, especialmente as Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher, além de serviços de assistência social e órgãos de proteção.
Assista o vídeo:
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"









