
Peça publicada nas redes institucionais traz palavra “cabeça” sem “ç” e reacende críticas sobre revisão e prioridades da Diretoria de Comunicação
por Daniel Trindade
A divulgação de uma campanha institucional da Prefeitura de Sinop com um erro ortográfico considerado elementar voltou a expor fragilidades na comunicação oficial do município. Na peça publicada nas redes sociais da prefeitura e do Procon Municipal para o período de Carnaval, a palavra “cabeça” aparece grafada de forma incorreta, sem o uso do caractere “ç”, em uma frase de destaque visual: “Carnaval sem dor de cabeça?”.
O erro, rapidamente identificado por internautas, gerou ampla repercussão e desviou completamente o foco da mensagem educativa proposta pela campanha. Em vez de orientar o consumidor, o material passou a ser associado à falta de revisão e ao descuido com a norma culta da língua portuguesa por parte da administração pública.
O episódio não é isolado. A falha remete a um caso anterior que também ganhou destaque negativo, quando uma instrução em uma escola cívico-militar trouxe a palavra “descansar” escrita como “descançar”, em um comunicado atribuído a um policial militar. À época, o erro gerou debates sobre a responsabilidade linguística de instituições com papel educativo e formador.
Agora, o novo caso reacende questionamentos sobre o funcionamento da estrutura de comunicação da Prefeitura de Sinop. Nos bastidores políticos e entre profissionais da área, cresce a percepção de que a Diretoria de Comunicação do município estaria mais concentrada em ações de marketing político e na promoção de imagem de figuras do alto escalão do governo do que no acompanhamento técnico e na revisão criteriosa do conteúdo institucional publicado em canais oficiais.
Em comunicação institucional, campanhas governamentais não se confundem com ações improvisadas de marketing. Por se tratar de informação oficial, produzida com recursos públicos, o conteúdo divulgado deve seguir critérios rigorosos de clareza, correção linguística e responsabilidade administrativa.
Quando erros básicos passam despercebidos, o impacto vai além da estética. A credibilidade da mensagem é comprometida, a confiança da população é abalada e a gestão pública se expõe ao descrédito. Em vez de fortalecer a comunicação com o cidadão, o material acaba reforçando a imagem de desorganização e falta de prioridade técnica.
Até o momento, não houve manifestação oficial da Prefeitura de Sinop, do Procon Municipal ou da Diretoria de Comunicação sobre o erro, tampouco esclarecimentos sobre eventuais correções ou mudanças nos fluxos de revisão.
Os episódios acumulados reforçam um debate que vai além de uma simples letra fora do lugar. Eles evidenciam a necessidade urgente de separar comunicação institucional de marketing político, garantir revisão profissional rigorosa e resgatar o papel da comunicação pública como instrumento de informação, transparência e respeito ao cidadão.
Após a publicação da matéria a prefeitura excluiu a postagem.
*atualizado às 9:45
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"









