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Rodízio parlamentar na 20ª legislatura permitiu que candidatos com menos de 3 mil votos assumissem cargo que paga R$ 34,7 mil mais benefícios; Secretário de Saúde foi quem mais atuou como substituto
Por Redação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso registrou um intenso revezamento de parlamentares desde o início da atual legislatura. Entre janeiro de 2023 e abril de 2025, 21 suplentes exerceram temporariamente a função de deputado estadual, evidenciando uma prática frequente de afastamentos dos titulares.
O atual secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo (União Brasil), foi quem mais atuou como suplente. Eleito com 28,2 mil votos, ele assumiu por duas vezes a cadeira do deputado Eduardo Botelho (União Brasil): permaneceu 121 dias no cargo em 2023, quando o titular solicitou licença para tratar de assuntos pessoais, e retornou em setembro de 2024, quando Botelho se afastou para participar das eleições municipais.
Neste momento, três suplentes estão em exercício no Legislativo estadual: Adenilson Rocha (PSDB), que ocupa a vaga de Faissal (Cidadania); Dr. Arnaldo (PP), substituindo Paulo Araújo (PP); e Marildes Ferreira, no lugar de Dr. Eugênio (PSB).
O levantamento mostra que, excluindo-se as licenças médicas, a maior parte dos afastamentos decorreu de acordos políticos para permitir que suplentes viabilizassem projetos específicos. Um exemplo é Hugo Garcia (Republicanos) que, sendo o quinto suplente com 6,7 mil votos, conseguiu um acordo para assumir temporariamente e aprovar propostas como a Política Estadual de Irrigação.
Os arranjos também permitiram que candidatos com votações menores chegassem ao parlamento. Assumiram o cargo Cláudio Senna (PTB), com 2,6 mil votos; Prof. Gilmar Miranda (Cidadania), com 2,3 mil votos; e Sheila Klener (PSDB), com 4,3 mil votos.
A lista de suplentes que exerceram o mandato inclui também o ex-deputado Xuxu Dal Molin (União Brasil), o jornalista Daminani da TV (PSDB), o piloto Reck Júnior (PSD), o vereador cuiabano Rafael Ranalli (PL), o ex-prefeito de Cáceres Francis Maris (PSDB) e o empresário Moacir Couto (PP).
O cargo de deputado estadual tem remuneração mensal de R$ 34,7 mil, complementada por verba indenizatória de R$ 65 mil. Os parlamentares podem contratar assessores para seus gabinetes durante o período em que ocupam a função.
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