O autor da chacina em um bar de Sinop, Edgar Ricardo de Oliveira, de 30 anos, teria sido agredido por um policial penal da Penitenciária Central do Estado (PCE) na manhã desta sexta- feira (1º). O episódio se deu após a realização de uma revista na cela onde ele está detido. Ricardo, que é apontado como integrante da facção Comando Vermelho (CV), teria surtado, xingado e jogado objetos no policial, que coibiu o ato. A denúncia contra o servidor foi feita pelo diretor da unidade prisional, Arnold de Souza Pacheco, que acionou a Polícia Civil.
De acordo com informações de fontes de dentro da PCE, durante a realização de um procedimento na cela do criminoso, Edgar teria se exaltado e atirado um objeto na direção dos policiais penais. Os agentes então tentaram conter o autor da chacina, que está detido no Raio 8 da PCE, em uma ala onde estão presos os faccionados.
A agressão foi denunciada pelo próprio diretor da PCE, que ao relatar o caso, apontou que o policial penal teria torturado o suspeito. “O próprio diretor ligou para a Polícia Civil denunciando tortura dos policiais penais”, afirma uma fonte da PCE. Tal postura do diretor Arnold Pacheco, que também é policial penal e ocupa uma função de DGA na condição de diretor da unidade, gerou indignação entre a categoria e membros do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT).
Os envolvidos foram levados ainda na sexta- feira para serem ouvidos pela Polícia Civil na sede da Polinter, em Cuiabá. A mesma fonte afirmou que o gestor da unidade prisional estaria “nas mãos da cúpula do Comando Vermelho, pois a facção estaria no “comando” da Penitenciária Central do Estado.
Chacina da sinuca
Edgar e o comparsa Ezequias Souza Ribeiro, de 27 anos, mataram sete pessoas no dia 21 de fevereiro deste ano após perderem cerca de R$ 4 mil em uma aposta de sinuca. Um vídeo
registrado pelas câmeras de segurança do bar mostrou o momento em que um dos homens, com uma pistola, pede para que as algumas das vítimas fiquem de costas, viradas para a parede. Em seguida, Edgar saiu de uma caminhonete com uma arma de cano longo, de calibre 12, e passou a atirar nas vítimas pelas costas, sem qualquer chance de defesa.
Edgar tinha registro como CAC, grupo formado por caçadores esportivos, atiradores e colecionadores e foi preso dias após o crime. Já o comparsa dele, Ezequias Souza Ribeiro morreu em confronto com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), durante a operação que buscava pelos autores da chacina. Edgar negociou sua entrega juntamente com um advogado e depois foi transferido para a DCE om Cuiabá.
Nota
A Secretaria de Segurança Pública informa que afastou o policial penal das funções e adotou todas as medidas cabíveis:
1) Na esfera administrativa, além do afastamento, foi determinada a instauração de procedimento de correição para apurar a conduta do agente;
2) Na esfera civil, no âmbito da Polícia Judiciária, a Sesp deu suporte ao reeducando para registro da denúncia que subsidia a abertura de inquérito para apuração criminal;
3) A Sesp reforça ainda que não coaduna com nenhum tipo de violência ou ato que configure abuso de autoridade.
Fonte : FolhaMax
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






