Setor adota previsões climáticas específicas e informações locais para adaptar operações rurais e reduzir emissões, marcando uma revolução no campo
Por Daniel Trindade, Portal de Notícias Deixa Que Eu Te Conto
O agronegócio brasileiro está passando por uma nova fase para enfrentar as mudanças climáticas. Essa fase inclui o uso de previsões climáticas específicas para cada região e a aplicação de informações sobre o clima nas operações das fazendas. Essa abordagem leva em conta as culturas e as condições locais para desenvolver ações que diminuam e adaptem os impactos das mudanças climáticas. Caio Souza, meteorologista e chefe da área de Agronegócio da Climatempo, explicou essa estratégia durante o II EMSEA – Encontro Nacional de Mudanças Climáticas Para o Setor de Energia e Agronegócio.
O II EMSEA é um evento organizado pela Climatempo, a maior empresa de consultoria meteorológica do Brasil e da América Latina, que reúne especialistas, empresas e representantes de diversos setores para discutir os impactos das mudanças climáticas e as estratégias de mitigação e adaptação. A edição mais recente foi realizada no Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos, em São Paulo.
“Estamos juntando dados históricos com previsões específicas para cada região, ajudando as empresas a planejar melhor suas atividades e alcançar essa nova fase no campo”, afirmou Souza.
Empresas do setor de carnes, como JBS, Marfrig e Minerva, destacaram que os estudos climáticos são essenciais para entender a capacidade do solo de reter água, monitorar pastagens e melhorar a genética dos animais, garantindo mais resistência às mudanças climáticas.
Em termos de redução de emissões, essas empresas estão seguindo metas aprovadas cientificamente para diminuir os gases de efeito estufa. O maior desafio é reduzir as emissões nas fazendas parceiras, que não são diretamente controladas por essas empresas.
José Luis Tejon, escritor e sócio-diretor da Biomarketing, destacou que a adoção de práticas sustentáveis e medidas para reduzir os impactos climáticos no agronegócio pode aumentar significativamente a participação do setor na economia nacional. “Essas práticas precisam ser pensadas em conjunto e trazem benefícios para o produtor rural”, observou Tejon durante o painel no II EMSEA.
Gustavo Spadotti, chefe da Embrapa Territorial, enfatizou a importância de desenvolver soluções que resolvam problemas reais enfrentados pelos produtores rurais. A agrometeorologia de precisão foi destacada como uma ferramenta eficaz para identificar eventos climáticos extremos e ajudar os produtores a melhorar a genética das plantas, tornando-as mais resistentes e adaptadas ao local de cultivo.
Spadotti também mencionou o uso de biocombustíveis e bioinsumos nas fazendas como medidas importantes para reduzir as emissões. Além disso, o gás natural e o biometano têm papéis relevantes na transição energética, substituindo combustíveis fósseis. “Comparado ao diesel, o uso do metano pode reduzir significativamente as emissões, especialmente no transporte pesado”, afirmou Christiane Delart, diretora de distribuição de gás na Naturgy Brasil.
Concessionárias como a Naturgy Brasil e a Comgás estão desenvolvendo corredores sustentáveis no país para estimular o uso de caminhões movidos a gás natural e biometano. Atualmente, um corredor verde na Rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, está em operação, com outros dez previstos para entrarem em funcionamento em breve.
As iniciativas apresentadas no II EMSEA mostram que o agronegócio brasileiro está comprometido em adotar tecnologias e práticas sustentáveis para enfrentar as mudanças climáticas, garantindo a resistência e a sustentabilidade das operações no setor.
Com informações do Jornal Cana
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






