Da redação Deixa Que Eu Te Conto / Olhar Cidade
A cidade de Sinop está enfrentando questionamentos significativos em relação à contratação de empresas para serviços públicos essenciais, levantando sérias preocupações sobre a eficiência e responsabilidade das escolhas feitas pela administração local.
O Consórcio Gestão Sinop que está trabalhando no Novo Plano Diretor da Cidade (formado pelas empresas Houer Consultoria e Concessões e Viana, Castro, Aparecido e Carvalho Pinto Advogados), foi contratado para fornecer apoio administrativo, elaboração de estudos jurídicos e acompanhamento de contratos públicos para a estruturação de projetos de gestão pública em Sinop. Entretanto, a empresa não detectou problemas sérios em contratos cruciais, como o firmado com o ISSRV (Instituto Social Saúde Resgate à Vida), que gerenciava a Saúde de Sinop.
Problemas na Saúde
O contrato com o ISSRV resultou em mais de 60 processos judiciais contra a prefeitura, apresentados por trabalhadores (médicos, técnicos e enfermeiros) e fornecedores que ficaram no prejuízo devido a não pagamentos e outras questões relacionadas à gestão do instituto.
Vale lembrar, que segundo dados do Ministério da Saúde disponibilizados no DATASUS apontam que nos Hospitais de Sinop ocorreram 61 óbitos infantis entre janeiro de 2022 a abril/2023 o que coloca Sinop num patamar de mortalidade infantil pior que na década de 90.
Em 2022, segundo um relatório enviado ao Ministério da Saúde pela própria prefeitura de Sinop, 50 crianças morreram no município, sendo o maior número desde 1996, último ano disponível no Datasus. A mortalidade infantil só apresentou números semelhantes em Sinop nos anos 90: em 1999 houve o registro de 43 mortes, ainda menor do que o verificado em 2022.
Em 2023, a taxa de mortalidade infantil em Sinop foi de 14,14 óbitos entre menores de 1 ano de idade para cada 100 mil nascidos vivos. No Brasil, a taxa é de 11,9 óbitos, de acordo com dados mais recentes do Cenário da Infância e Adolescência no Brasil em 2023.
Nos primeiros quatro meses de 2023 o problema continuou: foram 11 óbitos infantis registrados, segundo a prefeitura. Em muitos casos, crianças morreram esperando por uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Foi o que aconteceu com Lavínia Martins Ribeiro, Bruna Tigre da Silva e Manoella Tecchio, algumas das crianças que morreram nos últimos meses.
De janeiro a agosto foram noticiadas 5 mortes na imprensa mato-grossense e a razão é a mesma para todos os casos relatados: falta de UTI prejudicou o quadro de saúde das crianças, que necessitavam de tratamento específico.
Após determinação do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE) no último dia 23 de agosto o Hospital Regional de Sinop, ao norte do estado, abriu 30 leitos pediátricos, sendo disponibilizados: 10 leitos UTI, 15 leitos em Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e cinco leitos de retaguarda infantil.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





