Aprosoja alerta que falta de armazéns retira poder de negociação do produtor e gera frete caro. Sem estrutura para esperar a entressafra, setor cobra socorro de Pivetta.
Da Redação
Mato Grosso vive hoje um paradoxo que castiga o bolso do produtor e do consumidor. O estado lidera a produção nacional de grãos, mas o déficit de armazenagem já atinge 53,5% da safra atual.
Na prática, isso retira do agricultor a chance de esperar pela entressafra, quando os preços costumam subir. Sem silos na fazenda, o produtor é obrigado a vender tudo imediatamente após a colheita.
Como a oferta é gigante nesse período, o preço pago ao produtor despenca. Ao mesmo tempo, a corrida por caminhões faz o valor do frete disparar em todas as regiões do estado.
Esse custo extra da logística percorre toda a cadeia até chegar ao supermercado. O cidadão comum acaba pagando mais caro pelo arroz e feijão devido à falta de estrutura no campo.
Diante do risco de um prejuízo bilionário, a Aprosoja MT protocolou um pedido de medidas emergenciais. O setor exige do governador Otaviano Pivetta o corte de impostos para novos armazéns.
Outra reivindicação central é a melhoria da rede elétrica rural. Sem energia trifásica, o produtor não consegue secar e conservar o grão, o que aumenta as perdas e reduz a qualidade.
Pivetta sinalizou que aceita discutir a redução de tributos para equipamentos. O objetivo é evitar que o gargalo na logística trave a principal fonte de renda da economia mato-grossense.
A sociedade agora observa se as ações do governo serão rápidas o suficiente. A meta é proteger o lucro de quem produz e garantir preços estáveis para quem consome nas cidades.
Redação
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