Prefeitura reúne pais em encontro com terapias, escuta ativa e debate sobre inclusão no município
por Daniel Trindade
A Prefeitura de Feliz Natal realizou uma ação voltada ao acolhimento de famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), reunindo pais e responsáveis em uma tarde de escuta, cuidado e troca de experiências. A iniciativa integra o modelo de gestão participativa adotado pela administração municipal.
O encontro contou com atividades voltadas ao bem-estar emocional dos participantes, como massagens terapêuticas relaxantes, sessões de auriculoterapia e rodas de conversa entre os pais. A proposta foi criar um ambiente acolhedor para que as famílias pudessem compartilhar vivências, desafios e estratégias no cuidado diário com crianças autistas.
Segundo a gestão do prefeito Toni, a ação faz parte de uma política pública que prioriza a escuta ativa e o respeito às diferenças. A administração municipal defende que ouvir diretamente as famílias é fundamental para construir soluções mais eficazes e humanizadas.
Durante o encontro, relatos de pais destacaram a importância de iniciativas que promovam apoio emocional e integração social. Muitos apontaram que o cuidado com crianças com TEA exige dedicação constante e, em muitos casos, gera sobrecarga física e psicológica. Nesse contexto, espaços de acolhimento e troca ajudam a reduzir o isolamento e fortalecer redes de apoio.
Especialistas destacam que políticas públicas voltadas ao autismo são essenciais para garantir inclusão, acesso a serviços e qualidade de vida. Além do acompanhamento clínico e educacional, ações voltadas às famílias são consideradas estratégicas, já que o suporte aos cuidadores impacta diretamente no desenvolvimento das crianças.
A Prefeitura de Feliz Natal informou que pretende ampliar iniciativas semelhantes, com foco na construção de uma cidade mais inclusiva e preparada para atender às demandas das pessoas com autismo. A proposta é integrar ações de saúde, assistência social e educação, fortalecendo o atendimento de forma contínua.
A gestão municipal reforça que a inclusão não depende apenas de políticas formais, mas também de atitudes que promovam respeito, empatia e participação coletiva. A expectativa é que encontros como esse se tornem permanentes, contribuindo para uma rede de apoio mais estruturada no município.