Com mercado aquecido, número de desligamentos quase triplica desde antes da pandemia e revela mudança no comportamento no trabalho
Da Redação
As demissões por justa causa atingiram o maior nível em duas décadas no Brasil. Nos 12 meses até dezembro de 2025, foram registrados 638,7 mil desligamentos nessa modalidade, quase três vezes mais do que antes da pandemia.
Em 2019, o país havia contabilizado 216 mil casos no mesmo período, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O avanço ocorre em um cenário de mercado de trabalho mais aquecido, com maior oferta de vagas e desemprego em níveis mais baixos. Diante da dificuldade de contratação, empresas ampliaram o perfil de candidatos, o que aumentou a exposição a situações de descumprimento de regras no ambiente profissional.
Ao mesmo tempo, trabalhadores passaram a se sentir menos pressionados a manter o emprego a qualquer custo. A maior facilidade de recolocação contribui para uma relação mais flexível com o trabalho formal.
Outro fator relevante é o avanço do monitoramento nas empresas. Com mais controle sobre jornada e produtividade, empregadores passaram a identificar com maior frequência condutas que podem levar ao desligamento por justa causa.
Esse movimento ocorre junto ao aumento dos pedidos de demissão voluntária, que chegaram a cerca de 9 milhões no mesmo período, indicando um mercado mais dinâmico e com maior rotatividade.
Na prática, os dados mostram um ambiente de trabalho em transformação, com vínculos menos duradouros e mudanças claras na forma como empresas e trabalhadores lidam com o emprego.
Redação
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