Indenização de R$ 300 mil foi fixada após erro no diagnóstico, alta precoce e demora no atendimento
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso condenou os hospitais São Matheus e Jardim Cuiabá a pagar R$ 300 mil após uma paciente morrer depois de ter a dengue tratada como pneumonia. A decisão aponta que falhas no atendimento reduziram as chances de sobrevivência.
A sentença é da juíza Olinda de Quadros Altomare, da 11ª Vara Cível, que identificou erro no diagnóstico, alta hospitalar precoce e demora no atendimento especializado, aplicando a teoria da perda de uma chance.
Segundo o processo, a paciente procurou atendimento com febre e dores e, mesmo com exames indicando quadro compatível com dengue, recebeu diagnóstico de pneumonia sem confirmação por exame de imagem.
No dia seguinte, em outra unidade, o diagnóstico de dengue foi identificado, mas a paciente recebeu alta após poucas horas, apesar de apresentar sinais que exigiam observação.
Com a piora do quadro, ela retornou ao hospital em estado grave, com níveis críticos de plaquetas. A decisão aponta demora para avaliação por especialista e espera por vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A paciente morreu dois dias depois, com diagnóstico de dengue hemorrágica e falência múltipla de órgãos.
De acordo com laudo pericial citado na decisão, houve falhas no atendimento, incluindo diagnóstico inicial inadequado, alta precoce e ausência de monitoramento da evolução clínica.
A juíza concluiu que, embora não seja possível afirmar que o desfecho seria evitado, as falhas retiraram da paciente uma chance real de sobrevivência.
Os hospitais negaram erro e atribuíram o caso a condições pré-existentes, argumento rejeitado com base na perícia. A decisão ainda cabe recurso.
Redação
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