Senador cita caso com 14 deputados, cobra responsabilidade e reage a fala sobre corrupção no Estado
da Redação
O senador Wellington Fagundes (PL-MT), pré-candidato ao governo de Mato Grosso, criticou as declarações atribuídas ao vice-governador Otaviano Pivetta e alertou para os riscos de acusações públicas sem comprovação.
A manifestação ocorreu após fala de Pivetta durante evento político na quinta-feira (26), quando insinuou práticas de corrupção ao afirmar que a população não quer “governante que peça 30% de volta”, sem citar nomes ou apresentar provas.
Ao comentar o episódio, Fagundes evitou confronto direto, mas fez um alerta. “Eu não analiso adversário. Faço o meu trabalho com humildade, ouvindo as pessoas e defendendo aquilo em que acredito”, declarou. O senador reforçou ainda seu perfil municipalista e a defesa da descentralização de recursos.
Apesar do tom moderado, ele foi enfático ao tratar das declarações.
“Acusar sem prova é muito perigoso. Quem faz isso pode e deve ser responsabilizado”, afirmou.
Durante a entrevista, o parlamentar também relembrou um episódio anterior envolvendo o vice-governador, quando foram levantadas suspeitas sobre parlamentares estaduais. Segundo Fagundes, a situação teve impacto político e administrativo.
“Ele, como governador em exercício, usou desse expediente e acusou 14 deputados estaduais. O processo está aí. Houve decisão da Justiça apontando que aquela acusação não se confirmou”, disse.
O senador afirmou ainda que o caso gerou prejuízos à população, citando a retenção de equipamentos que teriam ficado parados por mais de dois anos.
“Isso levou o cidadão que pagou imposto a ficar esperando. Isso é uma irresponsabilidade que precisa ser apurada”, declarou.
Fagundes também questionou o momento das declarações, diante da possibilidade de Pivetta assumir o comando do Estado. “Se antes mesmo de assumir já há esse tipo de postura, é preciso refletir sobre o que pode acontecer depois”, pontuou.
Ao final, o senador reafirmou sua posição de evitar embates pessoais e defendeu que o debate político seja baseado em propostas.
“Não sou homem de briga, sou homem de luta. Política é disputa de ideias, não espaço para agressões ou afirmações que não possam ser comprovadas”, concluiu.