
O governador Mauro Mendes (União) fez um discurso eleitoreiro, na semana passada, já no figurino de pré-candidato ao Senado. Ele acusou o Poder Judiciário de ter sido o responsável pela soltura de Marcos Pereira Soares, de 23 anos, preso em flagrante por estuprar e matar a própria irmã, a adolescente Estefany Pereira Soares, de 17 anos, dias após ter sido solto. Na verdade, o erro teria sido cometido pelo próprio governo do estado e não pelo Judiciário:
“Em relação ao caso que motivou a fala infeliz do governador – para se dizer o mínimo. O que ele não disse, porque não lhe convinha, é que a falha não foi da Justiça, mas de uma policial penal que, equivocadamente, cumpriu a ordem de soltura sem observar que havia outro mandado de prisão em aberto”, afirmou uma fonte ouvida pelo PNB, desmentindo as declarações de Mauro Mendes nas suas redes sociais.
O acusado já tinha passagens por outros homicídios (morte de um vizinho e uma tia) e estupro de vulnerável. O criminoso estava solto devido a um “erro humano” ou falha processual, segundo investigações da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o que causou a indignação do governador e motivou o seu discurso de ataque populista “a polícia prende e a justiça solta”.
O governador deve explicações públicas à sociedade por esta falha cometida pelo seu governo. Como isso aconteceu? Quais são as falhas deste sistema da Polícia Penal que cria estas situações de soltar quem não pode ser solto? Quem será responsabilizado? Mauro Mendes deve, além das explicações pelos erros do seu governo, um pedido público de desculpas ao Poder Judiciário de Mato Grosso.
O discurso eleitoreiro de Mauro Mendes usando a lógica torta “a polícia prende e a justiça solta”, é antigo e tem apelo popular, porque reduz o debate ao senso comum. Ganha voto abanar a Justiça como se fosse o grande diabo. Em óbvio, quando faz a sua crítica à legislação atual, o governador leva junto, buraco abaixo, o Poder Judiciário, por “soltar quem a polícia prende”.
FIASCO DA GESTÃO DA SEGURANÇA
O governador Mauro Mendes na verdade tenta esconder a fraqueza da sua gestão na segurança pública. Nenhuma palavra sobre o fiasco do seu programa Tolerância Zero.
– É fato. As facções dominam as cidades de Mato Grosso no interior;
Mauro Mendes chegou a produzir uma propaganda estúpida colocando a culpa nas famílias pelo ingresso dos jovens no crime organizado;
– O efetivo policial de Mato Grosso é insuficiente, coloca uma carga de trabalho absurda dos policiais militares e civis. Sem policiais suficientes das ruas, homens e mulheres, não se faz segurança pública de qualidade. Só propaganda não combate facção;
– Ele queria criar a esdrúxula “carreira de policiais temporários”. Um verdadeiro deboche com os policiais de Mato Grosso, que fazem parte, com muito orgulho, de uma carreira de estado. Não são “temporários”. Mauro Mendes sim, é temporário. Ele reúne hoje as condições para ser um político temporário com prazo de validade vencido
Fonte: Pedro Pinto de Oliveira / PBN Online
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






