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Grupo sediado em São Paulo é investigado por lesar moradores de Cuiabá com anúncios falsos e táticas de ‘smurfing’, movimentando mais de R$ 1,4 milhão.
Da redação
Uma ação coordenada da Polícia Civil, deflagrada nesta terça-feira (3 de março de 2026), visou desarticular uma organização criminosa com base em São Paulo. O grupo é suspeito de aplicar fraudes elaboradas em vendas de veículos pela internet, tendo como vítimas residentes da capital mato-grossense, Cuiabá. A operação resultou em prisões e bloqueios de ativos financeiros, confirmando a dimensão do esquema.
Os desdobramentos da operação incluem o cumprimento de 12 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em domicílios. Além disso, foram efetuadas 12 ordens de bloqueio de contas bancárias, cada uma no valor de R$ 120 mil, totalizando um montante que supera R$ 1,4 milhão. As medidas judiciais foram executadas simultaneamente em diversas cidades paulistas, como Osasco, São Bernardo do Campo, Itanhaém, Santo André, São Caetano do Sul, Diadema e na capital do estado.
A investigação teve início após um boletim de ocorrência registrado em Cuiabá, onde uma vítima relatou ter sido enganada ao tentar adquirir um carro anunciado em uma plataforma digital. Este caso isolado levou à descoberta de uma rede complexa de fraudes.
As apurações policiais indicam que o principal investigado utilizava identidades falsas e criava narrativas extremamente persuasivas. Estas incluíam histórias sobre supostas ocorrências com transportadoras, propostas de acordos indenizatórios ou uma alegada necessidade urgente de venda do veículo. O objetivo dessa estratégia era conferir credibilidade à falsa negociação e convencer as vítimas a finalizarem a compra.
Durante as etapas de negociação, diferentes integrantes do grupo mantinham contato com as vítimas através de números de telefone variados. Eles alternavam-se nos papéis, agindo como vendedor, representante de transportadora e até funcionário de concessionária, a fim de solidificar a aparência de um negócio legítimo e afastar qualquer desconfiança.
Uma das vítimas, por exemplo, após receber comprovantes e um suposto termo de quitação da compra do veículo, efetuou uma transferência bancária no valor de R$ 120 mil.
Segundo o delegado Bruno Mendo Palmiro, responsável pelo caso, a quebra dos sigilos bancário e telemático, autorizada pela Justiça, foi fundamental para reconstruir o fluxo financeiro das transações. A investigação revelou que o valor transferido era imediatamente pulverizado em múltiplas contas e operações, um processo conhecido como “smurfing”, com a intenção clara de dificultar o rastreamento e a recuperação do dinheiro.
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