Eleições 2026 : Corrida ao governo em MT começa nos municípios

Números de prefeitos, vereadores e deputados revelam equilíbrio e disputas entre as principais legendas
por Daniel Trindade
A largada para as eleições de 2026 em Mato Grosso começa a ser desenhada a partir de três níveis de poder que moldam a política estadual: as prefeituras, as câmaras municipais e a Assembleia Legislativa. Hoje, o estado conta com 142 prefeitos, 1.404 vereadores e 24 deputados estaduais, além dos oito deputados federais que representam Mato Grosso em Brasília. Esses números não apenas mostram quem governa agora, mas indicam quais partidos chegam com mais estrutura territorial, redes de apoio e capacidade de articulação para a próxima disputa.
No plano municipal, o União Brasil é a legenda com maior capilaridade, concentrando cerca de 60 prefeituras e liderando também em número de vereadores, com 299 eleitos. Logo atrás aparece o PL, que soma 21 prefeitos e 202 vereadores, seguido pelo MDB, com 18 prefeitos e 193 vereadores. Também figuram entre as maiores bancadas municipais o Republicanos, com 165 vereadores e 12 prefeitos, e o PSB, que reúne 155 vereadores e 13 prefeitos. Outras siglas, como PSD e PP, aparecem com presença menor no comando de municípios, mas mantêm representação parlamentar.
Na Assembleia Legislativa, formada por 24 cadeiras, o cenário é mais equilibrado: União Brasil, MDB e PSB dividem a liderança com quatro deputados estaduais cada, enquanto PL, Republicanos e PSD têm dois parlamentares, e o PP aparece com uma vaga. Já na Câmara dos Deputados, a força maior está concentrada no PL, que ocupa quatro das oito cadeiras, enquanto União Brasil e MDB têm dois representantes cada. Esse desenho revela uma diferença importante: embora o União Brasil domine no interior e nas câmaras municipais, o PL tem peso expressivo na bancada federal, algo que costuma influenciar alianças, palanques e estratégias nacionais refletidas no estado.
É nesse contexto que surgem os principais nomes cotados para disputar o governo em 2026. Pelo PL, o senador Wellington Fagundes aparece como um dos pré-candidatos mais mencionados, sustentado por uma base partidária forte no Congresso e por prefeituras espalhadas pelo estado. No campo do Republicanos, o vice-governador Otaviano Pivetta surge como potencial herdeiro político da atual administração estadual, amparado por uma legenda que, embora menor em número de prefeitos, mantém presença relevante nas câmaras municipais e na Assembleia.
Outros partidos também trabalham alternativas. O União Brasil, dono da maior rede de prefeitos e vereadores, discute caminhos que passam por lideranças como o senador Jayme Campos. No MDB, a deputada estadual Janaína Riva aparece com frequência em análises de bastidores, enquanto o PSB tem no presidente da Assembleia, Max Russi, um nome capaz de influenciar o jogo político e compor alianças. Já o PSD é lembrado em discussões estratégicas a partir da projeção de figuras como Natasha Slhessarenko, citada em reportagens sobre o início das articulações para o próximo pleito.
Somados, esses dados ajudam a explicar por que a corrida ao Palácio Paiaguás tende a ser marcada por negociações intensas entre partidos com forte presença municipal e aqueles que concentram bancadas parlamentares relevantes. Prefeitos e vereadores são peças-chave na mobilização de eleitores e na montagem de palanques regionais, enquanto deputados estaduais e federais pesam na formação de coligações, no acesso a recursos partidários e no tempo de propaganda eleitoral. Para o eleitor, observar essa fotografia atual quem governa mais cidades, quem domina as câmaras e quem controla maiores bancadas é uma forma concreta de entender quais forças entram em 2026 com vantagem estrutural e quais precisarão ampliar seu espaço para competir de igual para igual na disputa pelo comando político de Mato Grosso.

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