
Entidade afirma que estrutura na Júlio Campos prejudica vendas e contradiz versão oficial de que o evento não afeta o comércio
por Daniel Trindade
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Sinop (CDL) elevou o tom e contestou publicamente a versão da prefeitura sobre o impacto do Natal dos Sonhos no comércio da avenida Júlio Campos. Em ofício encaminhado ao prefeito Roberto Dorner (PL), o presidente da entidade, Edmundo Costa Marques Neto, afirma que, ao contrário do que diz o Executivo, a instalação de brinquedos e estruturas do evento tem provocado prejuízos diretos ao varejo em pleno mês de maior movimento do ano.
Segundo a CDL, empresários relataram queda no fluxo de clientes, dificuldades de acesso e perda de visibilidade de fachadas desde que parte da avenida foi ocupada para montagem do evento natalino. O brinquedo do tipo twister, instalado em um trecho considerado estratégico para o comércio, tornou-se o principal ponto de conflito, por bloquear parcialmente a circulação e criar um “gargalo” na área central.
A prefeitura sustenta que o Natal dos Sonhos impulsiona o turismo local, atrai famílias e fortalece as vendas, mas a CDL afirma que essa narrativa “não condiz com a realidade vivida pelos lojistas”. Para os comerciantes, a soma da estrutura do evento com as obras de esgoto e dos viadutos na BR-163 está dificultando o acesso de pedestres e veículos, afastando consumidores e reduzindo o tempo de permanência nas lojas.
No documento enviado ao prefeito, Edmundo Marques pede revisão imediata da localização de alguns equipamentos, para preservar o caráter cultural do Natal dos Sonhos sem comprometer o desempenho econômico do setor que mais emprega na cidade. O presidente ressalta que a entidade apoia iniciativas de valorização social, mas alerta que falta planejamento para conciliar os interesses da população com as necessidades do comércio. “O momento exige sensibilidade, diálogo e ajustes urgentes”, destaca.
A avenida Júlio Campos é considerada o eixo comercial mais importante de Sinop. No período natalino, a via concentra grande parte do faturamento do varejo. Por isso, qualquer intervenção que altere o fluxo natural pode gerar impacto significativo, especialmente diante das obras urbanas em andamento, que já dificultam estacionar, circular e acessar as lojas.
A CDL se colocou à disposição da prefeitura para discutir soluções técnicas e definir novas alternativas de disposição da estrutura, evitando perdas financeiras e garantindo que o evento continue sendo atrativo para a população. Segundo a entidade, ignorar os alertas dos empresários pode ampliar os prejuízos e comprometer as vendas de fim de ano.
Enquanto a gestão municipal mantém a posição de que o evento não causa transtornos relevantes, a CDL insiste que a situação nas ruas contradiz o discurso oficial e requer ação imediata para evitar dores maiores ao comércio local.

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






