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Vereador destaca condições de saúde do ex-presidente em meio a debate sobre diferenças de conduta do Judiciário.
Da Redação
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira, 28 de novembro de 2025, para elencar uma série de doenças crônicas que afetam seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação surge em um contexto de debate sobre a possível concessão de prisão domiciliar ao General Augusto Heleno, que recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) devido a um diagnóstico de Alzheimer.
Carlos Bolsonaro destacou a percepção de “diferença de tratamento” entre seu pai e outros condenados pela suposta tentativa de golpe. O ex-presidente está preso, desde o sábado 22, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.
O vereador informou que a defesa de Bolsonaro entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) documentos médicos que listam diversas condições de saúde. Entre as enfermidades citadas estão “refluxo gastroesofágico com esofagite, hipertensão, doença aterosclerótica do coração, obstrução e estreitamento das carótidas, apneia do sono e carcinoma de células escamosas” (um tipo de câncer de pele).
Além disso, Carlos afirmou que o ex-presidente sofre com “episódios constantes de soluço, refluxo e vômitos”, necessitando de medicamentos que atuam no sistema nervoso central para controlar os sintomas.
O caso do General Augusto Heleno, de 78 anos, que foi condenado a 21 anos de prisão, é utilizado como contraponto na argumentação de Carlos Bolsonaro. Heleno informou ao Exército Brasileiro, durante um exame médico realizado em 26 de novembro, ser “portador de Demência de Alzheimer em evolução desde 2018, com perda de memória recente importante, prisão de ventre e hipertensão, em tratamento medicamentoso”, conforme reportagem da CNN Brasil.
Jair Bolsonaro, com 70 anos e condenado a 27 anos de prisão, e General Heleno, de 78 anos, poderão progredir para o regime semiaberto entre os anos de 2031 e 2032.
Anteriormente, Bolsonaro cumpria prisão preventiva domiciliar, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, devido a um inquérito que investiga obstrução à Justiça. Contudo, após uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a “tentativa de abertura da tornozeleira eletrônica com ferro de solda”, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a alteração da medida cautelar.
A prisão preventiva não foi encerrada antes que o STF decretasse o “trânsito em julgado” da ação penal nº 2668. Com isso, o ex-presidente permanece na superintendência da Polícia Federal em Brasília, mas em regime de prisão definitiva. A Demência de Alzheimer, mencionada no caso de Heleno, é uma condição progressiva e sem cura, mais comum em idosos, que resulta na perda de memória devido à morte de neurônios.

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