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Prisão de Bolsonaro: Atuação do STF nos últimos seis anos molda cenário da direita

Avatar photo Redação 26 de novembro de 2025 6 min read

André Borges / EFE

A detenção do ex-presidente marca o ponto alto de um período de medidas judiciais que influenciaram a agenda conservadora nos tribunais superiores.

Da Redação

A detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), convertida de prisão preventiva no último sábado (22) para cumprimento de pena definitiva na terça-feira (25), representa o culminar de um período de seis anos de decisões judiciais consideradas desfavoráveis à direita brasileira nos tribunais superiores. Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram apontados como os principais fatores limitadores da agenda política e ideológica do campo conservador.

Elton Gomes, professor de Ciência Política da Universidade Federal do Piauí (UFPI), analisa que o cenário atual de confrontos entre o Judiciário e a direita resulta da concomitância entre a judicialização da política e a politização do Judiciário. Conforme Gomes, “o Executivo perdeu capacidade de formar maiorias”, e a esquerda teria utilizado o STF para contornar impasses e atuar em substituição ao Legislativo. Ele ainda afirma que o Supremo teria “agido como um partido político”, opondo-se a decisões do Executivo no governo Bolsonaro e, no governo Lula, reforçando a agenda do Planalto. “Acordos políticos tradicionais foram trocados por decisões de magistrados alinhados à esquerda”, pontua Gomes.

A sequência de decisões desfavoráveis à direita, conforme a análise de Gomes, decorre de uma composição majoritariamente desfavorável nos tribunais superiores. “Com um Legislativo fragmentado, conflitos que antes se resolviam na política passaram a ser empurrados ao STF. A Corte virou árbitro de disputas que deveriam permanecer na arena parlamentar”, ele ressalta.

O histórico de medidas judiciais consideradas desfavoráveis à direita, segundo a análise, teve início em 2019. Naquele ano, a Operação Lava Jato (identificada com as pautas anticorrupção conservadoras) registrou uma série de decisões contrárias no STF. Em novembro, a Corte derrubou a prisão após condenação em segunda instância, abrindo caminho para a libertação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Posteriormente, em 2021, decisões (desta vez do ministro Edson Fachin, depois confirmadas pelo plenário) anularam as condenações de Lula da força-tarefa de Curitiba, o que restaurou seus direitos políticos e alterou o cenário eleitoral. Para o campo da direita, este evento marcou o início de uma intensificação da contenção judicial, que se acentuou durante a pandemia e em conflitos posteriores.

Também em 2019, o Inquérito das Fake News instituiu o modelo de investigação, acusação e julgamento de críticos dos ministros pelo próprio STF. Este, somado aos inquéritos dos atos antidemocráticos e das “milícias digitais”, estabeleceu uma frente de atuação contra parlamentares, influenciadores, jornalistas e empresários associados à direita. O ministro Alexandre de Moraes, nesse contexto, ganhou destaque no STF e, mais tarde, no TSE. Medidas como bloqueios de contas, quebras de sigilo, buscas e apreensões, e restrições de circulação foram implementadas, alcançando o deputado Daniel Silveira (RJ), o jornalista Oswaldo Eustáquio e o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB).

Em 2020, a pandemia de Covid-19 intensificou o atrito entre os poderes. Uma decisão do STF garantiu autonomia a estados e municípios para medidas sanitárias, o que afastou o governo federal do controle da crise. As sentenças sobre temas como vacinação e funcionamento de estabelecimentos consolidaram o Judiciário como agente condutor de políticas nacionais, algumas das quais divergiam das diretrizes do Palácio do Planalto no governo Bolsonaro.

As intervenções judiciais no Executivo persistiram. Em 2020, o STF suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção da Polícia Federal. Decretos, portarias e a graça presidencial concedida a Daniel Silveira também foram invalidados por decisões da Justiça.

Durante as eleições de 2022, as tensões se deslocaram para o TSE. O ex-presidente Bolsonaro teve restrições para realizar lives de campanha em palácios e utilizar pronunciamentos oficiais. Influenciadores aliados enfrentaram derrubada de perfis e desmonetização, enquanto inserções eleitorais foram editadas ou suprimidas por determinações judiciais. A oposição, segundo o texto, também aponta que o TSE restringiu materiais de campanha que associavam Lula a regimes latino-americanos ou faziam referência à sua condição de ex-presidiário.

Com o retorno de Lula ao Planalto em 2023, o Judiciário intensificou sua atuação sobre o campo conservador. O TSE declarou Bolsonaro inelegível por abuso de poder político na reunião com embaixadores até 2030, prazo que foi estendido até 2060 com a condenação por tentativa de golpe. As operações relacionadas ao 8 de janeiro resultaram em buscas, quebras de sigilo e bloqueio de bens. Influenciadores tiveram perfis desativados, canais desmonetizados e plataformas sofreram restrições, como a retirada temporária do X (antigo Twitter) do ar no Brasil em agosto de 2024, por determinação de Alexandre de Moraes. Em 2024 e 2025, os julgamentos dos réus do 8 de janeiro foram acelerados no STF, com aplicação de penas severas, envolvendo réus sem prerrogativa de foro condenados na instância máxima.

A defesa de Bolsonaro e dos demais réus pela tentativa de golpe de Estado argumentou que o julgamento foi marcado por “atropelos jurídicos”, citando prazos curtos para análise de documentos, “cerceamento” por falta de acesso prévio, relatórios sem índice, “mudanças convenientes de decisões” e “seleção enviesada de provas” pela Polícia Federal. Foram mencionadas também a “fragilidade das provas apresentadas” e o “uso de narrativas frágeis”, como a conexão entre Bolsonaro e “expressões soltas” ou a “minuta do golpe”, além de “violações a princípios processuais como juiz natural, imparcialidade, presunção de inocência e justa causa”.

A prisão de Bolsonaro, em 4 de agosto de 2025, iniciou-se em regime domiciliar por suposta participação em uma trama golpista, com restrições de comunicação e visitação. No último sábado, ele foi levado à Superintendência da PF em Brasília para cumprir prisão preventiva, justificada pela suspeita de tentativa de fuga, organização de vigília de oração e suposta violação da tornozeleira eletrônica. Na terça-feira (25), Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena de 27 anos, após considerar esgotada a fase de recursos.

Acusações de articulação internacional, movimentações financeiras e diálogos com aliados mantiveram o ex-presidente sob constante pressão. Este conjunto de ações consolidou, no campo conservador, a percepção de que o Judiciário age de forma assimétrica contra a direita, seus eleitores e sua comunicação. Adriano Cerqueira, professor de Ciência Política do Ibmec-BH, corrobora essa visão, afirmando: “Trata-se de uma ação dirigida. Nunca se viu o mesmo rigor contra personagens da esquerda”. Apesar das decisões judiciais desfavoráveis, a direita mantém influência, com bancadas ampliadas no Congresso, forte presença nas redes sociais (mesmo com restrições) e capacidade de mobilização, indicando a persistência do campo conservador no pós-2022.

 


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