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Ministro de Lula, considerado coordenador informal da campanha de reeleição, critica defesa da classificação de facções como terroristas por líderes como Mauro Mendes (MT) e Cláudio Castro (RJ), e projeta disputa eleitoral focada em economia e soberania nacional.
DA REDAÇÃO
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, não poupou críticas a governadores de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-os de formarem um “consórcio de traição à pátria”. A declaração veio ao defenderem que facções criminosas sejam classificadas como organizações terroristas, uma proposta que Boulos chamou de “farsa política”. Entre os alvos diretos de sua crítica estão o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), e o do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
As fortes declarações foram feitas em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada nesta segunda-feira (10 de novembro). O posicionamento do ministro ganha destaque após a megaoperação policial realizada em 28 de outubro nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes e acirrou o debate sobre segurança pública no país.
Questionando a eficácia da medida de renomear os grupos criminosos, Boulos afirmou: “Você vai combater o tráfico de drogas mudando o nome de narcotraficante para terrorista? Isso não muda um ‘A’. Quando esses governadores se prestam a um papel desses, estão montando um consórcio de traição à pátria”. A bandeira de equiparar facções ao terrorismo é amplamente apoiada por parlamentares da oposição.
Considerado um coordenador informal da campanha de reeleição do presidente Lula, Boulos também traçou um panorama para a eleição presidencial de 2026, projetando uma disputa guiada por dois eixos principais: “quem paga a conta” e soberania nacional. Ele rejeitou a ideia de que a pauta da segurança pública, após os eventos no Rio de Janeiro, será o motor principal da campanha, como a oposição tenta impor.
O ministro projetou um embate eleitoral entre os interesses da elite econômica e os da população. “Há uma proposta da direita, endossada pela Faria Lima e por governadores, que diz que o povo deve pagar a conta cortando o BPC, o piso da saúde e da educação. Do outro lado, o presidente Lula e o nosso campo político defendem que quem deve pagar são os bilionários, os bancos e as bets (plataformas de apostas online)”, declarou.
Boulos ainda abordou a agenda nacionalista em um contexto que descreve como “protecionista e hostil” à América Latina, levantando o tema da soberania nacional. “Vivemos um ataque à soberania nacional, até com ameaças militares. De um lado, há quem use mandato parlamentar para trair a pátria e governador que se esconde debaixo da saia de Donald Trump. Do outro, há um presidente que defende o Brasil e não aceita ser tratado como colônia ou quintal de ninguém”, completou.
Relembrando a megaoperação no Rio de Janeiro, o presidente Lula havia classificado a ação como uma “matança”. Boulos saiu em defesa dessa avaliação do presidente: “Não errou. Eu acho que foi uma matança, e algumas das vítimas dessa matança, quatro particularmente, foram policiais. Agora, dizer que uma operação que matou mais de 120 pessoas não foi uma matança? Então temos que ressignificar a língua portuguesa”, disse o ministro.

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