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Parlamentar afirma não temer saída do partido e mantém críticas à gestão municipal, além de comentar desavenças internas e registrar boletim de ocorrência.
DA REDAÇÃO
Várzea Grande, MT – O vereador Samir Japonês, do Partido Liberal (PL) de Várzea Grande, se manifestou nesta terça-feira (4) sobre a repercussão de suas declarações em uma sessão ordinária recente, onde chamou a prefeita Flávia Moretti (PL) de “mentirosa”. O incidente gerou uma reunião interna do partido, realizada na segunda-feira (3), que teria discutido sua possível expulsão da sigla. O parlamentar, no entanto, afirma não ter sido convidado para o encontro e diz não temer tal desfecho.
Samir Japonês declarou que soube do encontro da legenda por meio da imprensa. “Eu acompanhei pela imprensa. Teve uma reunião na qual alguns colegas do partido aqui de Várzea Grande participaram. Eu não participei dessa reunião. Até agora não fui comunicado oficialmente do partido”, afirmou. Ele ressaltou não ter recebido retorno do presidente estadual do PL, Ananias Filho, sobre o assunto em questão.
Questionado sobre as declarações na tribuna da Câmara Municipal, o vereador admitiu ter se exaltado, mas sustentou o teor de sua crítica. “Eu pedi desculpas aos colegas do plenário, porque estava um pouco exaltado naquele dia, mas não me arrependo. Acho que a crítica serve para construir”, disse. Ele reforçou a visão de que, em sua avaliação, a cidade não tem evoluído e que suas críticas visam o progresso do município.
Em relação à possibilidade de ser expulso do Partido Liberal, Samir Japonês expressou confiança na solidez da sigla e em seus princípios. “De forma alguma. Eu enxergo que o partido é maior do que isso. O nome já diz: Partido Liberal. Tenho certeza de que os nossos líderes maiores vão me chamar para conversar”, destacou, defendendo seu direito como vereador de cobrar não apenas o município, mas também o Estado e o Governo Federal.
Sobre a relação com a prefeita Flávia Moretti, o vereador negou qualquer atrito de caráter pessoal, direcionando suas críticas exclusivamente à gestão. “Não tenho nada contra a pessoa da prefeita, tenho contra a gestão. Nós começamos a eleição no ano passado com um pequeno grupo e já se passou um ano. Tenho feito críticas e, diante delas, me sinto até ameaçado. A cidade não evoluiu. Queremos uma cidade que prospere, e isso não tem acontecido”, pontuou.
Samir também comentou a fala da deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), que o criticou durante um evento partidário em Sorriso. “Acho que ela está sendo um pouco oportunista. Apesar de ser do meu partido, na eleição passada ela trabalhou para a oposição”, declarou, adicionando que a deputada “tem o direito de falar o que quiser, e eu tenho o direito de me defender. Espero que ela contribua mais com a cidade e viaje menos.”
Adicionalmente, o vereador explicou ter registrado um boletim de ocorrência contra o filho da prefeita por precaução. Ele relatou que a medida foi tomada após um “emoji postado, que me disseram ser um símbolo demoníaco usado pela Yakuza, que significa morte”, o que motivou a ação legal após orientação de familiares e amigos.

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