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Os povos indígenas de Mato Grosso enfrentam uma escalada de violência, invasões e ameaças que colocam em risco a sobrevivência física e cultural de diversas etnias. O alerta é do relatório Conflitos no Campo Brasil 2024, divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que aponta o Estado entre os cinco mais violentos do país no cenário de conflitos envolvendo comunidades tradicionais.
“Ausência de uma resposta efetiva do Estado representa um silêncio que mata”.
Segundo a CPT, mais de 80 ocorrências de conflitos em áreas indígenas foram registradas em Mato Grosso em 2024, incluindo casos de assassinatos, ameaças, destruição de roças e invasões de territórios demarcados e em processo de reconhecimento. A entidade destaca que o número de ocorrências cresceu cerca de 30% em relação a 2023, evidenciando o agravamento da violência no campo.
As regiões norte e noroeste concentram a maioria dos ataques, em áreas ocupadas por povos como os Xavante, Kayapó e Pareci. Nessas terras, a CPT relata incêndios criminosos, grilagem e expulsões forçadas, além de pressões políticas e econômicas que retardam a demarcação definitiva.
O documento também alerta para o colapso da segurança nas aldeias, onde lideranças sofrem ameaças constantes e há registro de deslocamentos forçados de famílias, especialmente nas regiões de Aripuanã, Apiacás, Colniza e Peixoto de Azevedo.
Apesar do cenário crítico, o relatório destaca a resistência das comunidades indígenas, especialmente de mulheres e jovens, que seguem denunciando invasões e organizando retomadas de territórios.
Garimpo e agronegócio ampliam conflitos
Além da violência direta, o avanço do garimpo ilegal e das fronteiras agrícolas tem ampliado as disputas por território. Em diversas áreas, garimpeiros e fazendeiros utilizam máquinas pesadas e até grupos armados para expulsar famílias indígenas e ribeirinhas. A CPT aponta também a contaminação de rios por mercúrio e desmatamento acelerado como consequências diretas da expansão dessas atividades.
Há indícios de envolvimento de facções criminosas e omissão do poder público, que, segundo a entidade, “falha na fiscalização e na proteção das comunidades tradicionais”.
Outro lado
O
entrou em contato com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para obter posicionamento sobre as ações de proteção e fiscalização em Mato Grosso. Até o fechamento desta matéria, o órgão não havia retornado ao contato. Espaço segue aberto para manifestações.
VGN

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