
Após denúncias de salários atrasados, secretário de Saúde afirma que a prefeitura está com os repasses em dia e acusa a ASM de prestar contas com irregularidades, transferindo a culpa para o município.
por Daniel Trindade
Após matéria publicada na manhã desta terça-feira pelo Deixa Que Eu Te Conto, que revelou o novo atraso no pagamento dos salários de médicos, enfermeiros e profissionais terceirizados da saúde contratados pela Associação Saúde em Movimento (ASM), a Prefeitura de Sinop reagiu. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o secretário municipal de Saúde, Érico Stevan, foi direto: “A prefeitura não deve nada à OS. Nós pagamos antecipado”, disparou.
A fala do secretário contradiz frontalmente a nota da própria ASM, que informou aos colaboradores, por meio de grupos de mensagem, que o pagamento dos salários estava condicionado ao repasse da prefeitura. A declaração gerou revolta entre os profissionais da saúde, que vêm sofrendo com atrasos frequentes, mesmo com um contrato milionário vigente.
Segundo Érico, o pagamento referente aos salários até o dia 20 de julho já foi efetuado, e outros R$ 6,2 milhões, relacionados a serviços excedentes, também já foram depositados. Ele explicou que a prestação de contas enviada pela ASM referente ao próximo período (com vencimento em 20 de agosto) apresenta inconformidades, o que impede novos repasses até que a documentação seja corrigida.
“Essa informação de que os salários estão atrasados por culpa da prefeitura é mentirosa. A verdade é que a prestação de contas veio irregular. E a lei é clara: sem a regularização, o pagamento não pode ser feito. Mas o dinheiro está na conta”, afirmou o secretário, garantindo que o setor jurídico do município já está notificando oficialmente a organização social.
A situação escancara a crise de confiança entre a Prefeitura de Sinop e a ASM, empresa que administra atualmente a UPA, a Policlínica Menino Jesus e nove UBSs. A polêmica cresce ainda mais quando se considera que o contrato com a ASM já ultrapassa R$ 75 milhões, e que novos aditivos foram aprovados pela Câmara Municipal, podendo elevar o total destinado à empresa a quase R$ 146 milhões em menos de um ano.
Mesmo com todo esse volume de recursos, os profissionais da saúde seguem denunciando atrasos salariais — e agora, diante do posicionamento oficial da prefeitura, a responsabilidade recai diretamente sobre a ASM.
O caso levanta questionamentos sobre a gestão do contrato, o controle dos recursos públicos e o papel da ASM na condução da saúde em Sinop. Enquanto isso, quem sofre são os profissionais da saúde, que seguem trabalhando na incerteza de quando (ou se) irão receber. A crise está instalada, e o desgaste entre o Executivo municipal e a gestora do sistema de saúde terceirizado só aumenta.
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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"







