
Segundo Gilmar Fabris, presidente Lula teria sugerido aliança com Jayme Campos via MDB para enfrentar divisão da direita em Mato Grosso.
por Daniel Trindade
Durante entrevista coletiva em Campo Verde, o ex-deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria sinalizado, em uma conversa anterior, a possibilidade de apoiar Jayme Campos (União Brasil) numa eventual candidatura ao governo de Mato Grosso desde que o senador migrasse para o MDB.

Segundo Fabris, essa movimentação abriria espaço para uma aliança ampla envolvendo, além do PT, o próprio PSD, presidido no estado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. “Sugeri que Jayme se colocasse como um nome de centro, indo para o MDB. Se isso acontecesse, teria nosso apoio. Inclusive, numa conversa que tive com o presidente Lula, ele disse claramente: ‘Se Jayme for para o MDB, terá nosso apoio’”, declarou o ex-parlamentar durante o lançamento do programa Solo Vivo, evento que contou com a presença de Lula e Fávaro.
Fabris também mencionou um cenário alternativo levantado pelo presidente Lula, caso a articulação com Jayme Campos não se viabilize. “O presidente comentou: ‘Então vamos com chapa pura’. E por quê? Porque na última eleição, Lúdio [Cabral] teve 37% dos votos. Agora a direita está fragmentada, tem Odílio Balbinotti, Wellington Fagundes, Otaviano Pivetta… Com esse tanto de nome, é possível até que a gente vá ao segundo turno”, observou.
Nos bastidores, o nome do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) também vem sendo ventilado, assim como o do ex-prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio (PSB), para compor uma frente progressista de oposição à direita em Mato Grosso. Lúdio chegou a defender o nome de Zé do Pátio como possível candidato ao Palácio Paiaguás.

Questionado se estaria se alinhando com a esquerda, Gilmar Fabris negou mudança de campo político. “Perguntei para o Kassab [presidente nacional do PSD]: ‘Somos esquerda ou direita?’. Ele respondeu: ‘Você é 13? Não. É 22? Também não. Então você é 55 nós somos centro.’”
Fabris reforçou que o PSD atua como uma força de centro, aberta ao diálogo com diferentes correntes e que, no atual momento, apoia o governo federal. “O MDB também é assim. No Nordeste apoia Lula, em São Paulo esteve com Bolsonaro. Mas está sempre no governo, com três ministros agora. O PSD tem quase mil prefeitos no país. Nós aceitamos o voto da esquerda, da direita, do centro. Neste momento, estamos com o centro-esquerda, com três ministros no governo Lula, e estamos muito agradecidos”, concluiu.
com informações do Olhar Direto

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Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"





