Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
Por Daniel Trindade
Os bancos estão reavaliando suas operações de crédito consignado voltadas para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A principal preocupação é a manutenção da taxa máxima de juros em 1,66% ao mês, mesmo com a Selic em alta, aumentando os custos de outras modalidades de crédito.
Grandes instituições financeiras, como Itaú, Bradesco e Santander, estão considerando reduzir suas atividades nesse segmento, conforme relatado pela Associação Nacional das Empresas de Crédito (Anec). A pressão sobre a rentabilidade é o fator chave para essa reconsideração.
Até mesmo bancos públicos, como o Banco do Brasil (BB), estão atentos à situação. Tarciana Medeiros, presidente do BB, destacou que, se os juros atuais comprometerem a lucratividade, será necessário buscar ajustes junto ao Ministério da Previdência Social para discutir o teto.
Com a possível restrição na oferta de crédito consignado, uma modalidade conhecida por suas taxas mais acessíveis, aposentados podem ser obrigados a buscar alternativas mais caras, como empréstimos pessoais e cheque especial. De acordo com o Banco Central, o saldo total dessas operações atingiu R$ 268,4 bilhões em setembro, um aumento de 13,3% em comparação ao ano anterior.
O que é o crédito consignado?
O crédito consignado para aposentados permite que as parcelas sejam descontadas diretamente do benefício do INSS. Até 45% da renda mensal pode ser utilizada desta forma, sendo 35% para empréstimos pessoais, 5% para cartão de crédito e 5% para cartão de benefício, com prazos de pagamento de até 84 meses.
A Anec aponta que a atual taxa de juros ameaça a sustentabilidade desse tipo de crédito, essencial para milhões de aposentados. A organização enfatiza a importância de dialogar com o governo para ajustar o teto de juros.
“Revisar essas condições é vital para assegurar a continuidade do crédito consignado, mantendo a viabilidade dos bancos e garantindo que os beneficiários tenham acesso a crédito justo”, afirmou Lourival Rocha, CEO da Anec.
Posicionamento do governo ainda em discussão
A última alteração nas taxas de juros foi feita em maio pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), mas as recentes altas na taxa Selic reacenderam o debate sobre a necessidade de uma nova revisão.
Em setembro, durante uma reunião do CNPS, Rafael Baldi da Silva, da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), questionou quando o tema seria revisitado. Adroaldo da Cunha Portal, secretário do Regime Geral de Previdência Social, prometeu consultar o ministro Carlos Lupi sobre o assunto.
Espera-se que o tema seja abordado na próxima reunião do conselho, marcada para o dia 28. Em outubro, o ministro Carlos Lupi já indicou que o assunto poderia ser tratado ainda este mês.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






