Ele está lotado em Sinop e enviava B.Os a advogados de faccionados em outras cidades
O Ministério Público Estadual (MPE) se manifestou contrário à revogação da prisão preventiva do soldado da Polícia Militar, Leonardo Qualio, preso na Operação Gravatas, deflagrada em 12 de março, que apura a participação dele e mias advogados em ações criminosas junto à facção Comando Vermelho (CV), e no município de Tapurah (389 km de Cuiabá). O parecer, assinado pelo procurador de Justiça Hélio Fredolino Faust, foi juntado num habeas corpus impetrado pela defesa do militar pedindo sua liberdade.
Também foram presos na operação os advogados Hingritty Borges Mingotti, Tallis de Lara Evangelista e Roberto Luís de Oliveira, que tiveram as prisões mantidas ao passagem por audiência de custódia presidida pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop. Somente a advogada Jessica Daiane Maróstica foi colocada em prisão domiciliar com uso de tornozeleira por ter um filho pequeno.
Ela também ingressou com habeas corpus pedindo a revogação da tornozeleira, mas o relator negou. No caso da jurista, o MP também deu parecer contrário.
O mérito do HC ainda será julgado pelos desembargadores da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A defesa do soldado Leonardo Qualio sustentou que os pressupostos da preventiva não estariam presentes, além da ausência de contemporaneidade nos fatos que motivaram a decretação de sua prisão.
Ressaltou também que o militar têm predicados pessoais favoráveis e que medidas cautelares seriam suficientes. No entanto, o pedido de liminar foi negado pelo desembargador Helio Nishiyama. A decisão foi em consonância com o parecer ministerial. O mérito do HC também será julgado posteriormente pela Quarta Câmara Criminal.
Para o Ministério Público, Leonardo, na condição de militar lotado em Sinop, não tinha nenhuma vinculação profissional com Tapurah, salvo sua responsabilidade com a facção, cuja função consistia no envio de boletins de ocorrência em tempo real para os integrantes do Comando Vermelho e advogados que defendiam os interesses dos faccionados. “Tal conduta se deu, aparentemente, com a intenção de manter a facção criminosa informada, em tempo real, das operações policiais, prisões, material apreendido e vinculado, etc, repassando informações vitais e sigilosas”, diz trecho da decisão.
Operação Gravatas
Deflagrada no dia 12 de março pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, as investigações apontaram que o policial Leonardo Qualio enviou dezenas de boletins de ocorrência aos advogados que atuavam como braço jurídico do Comando Vermelho.
As informações eram repassadas nos presídios em que as lideranças da facção estavam detidas. Além dos boletins, imagens das viaturas da Polícia Judiciária Civil durante diligências também eram enviadas, com o intuito de embaraçar as investigações. Os demais presos na operação foram os advogados Hingritty Borges Mingotti, Tallis de Lara Evangelista e Roberto Luís de Oliveira.
Fonte: FOLHAMAX
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






