O vereador Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania) afirmou que a Comissão de Ética, presidida por ele na Câmara de Cuiabá, não será responsável pelos novos pedidos de cassação do mandato da vereadora Edna Sampaio (PT). Rodrigo citou o desgaste por ter sido relator do pedido anterior de cassação, que acabou anulado na Justiça.
A declaração foi dada nesta quinta-feira (29) à imprensa, depois de ser questionado sobre possível desgaste de conduzir o processo de cassação da colega em um ano eleitoral.
Foram feitos dois novos pedidos de cassação com base nos mesmos fatos do processo anterior. A suspeita é de desvio de finalidade da Verba Indenizatória (VI) destinada à chefia de Gabinete de Edna Sampaio. Em sua defesa, a parlamentar aponta que a gestão do recurso é feita no gabinete – como o fazem os demais vereadores – e que o dinheiro é utilizado no chamado “mandato coletivo”, para custear ações do mandato.
A Comissão de Ética recebeu os pedidos e encaminhou ao presidente da Câmara de Vereadores, Chico 2000 (PL), a quem cabe decidir sobre o andamento a ser dado.
“Bem provavelmente, eu vou pedir a ele, até pela lisura do processo, as pessoas já conhecem nossa forma de trabalhar… dessa forma eu peço a ele que tire a Comissão de Ética do sorteio da nova comissão que irá investigar essa Processante, deixando de fora o presidente e os dois membros que trabalharam na outra ocasião, até para ser justo com a vereadora Edna Sampaio, até para que não haja outra situação. E vou esperar se o presidente vai acatar esse pedido ou não”, disse Rodrigo Arruda e Sá.
Ainda de acordo com o presidente da Comissão de Ética, deve ser sorteada e votada uma Comissão Processante específica para cuidar do caso de Edna. A formação dessa comissão seria votada no Plenário da Câmara, segundo o vereador.
“Eu parto do princípio de que, a partir de que é protocolado o documento aqui, a Casa tem que tornar isso a pública. Agora, o desgaste vai existir. Se trata de uma vereadora que respondeu na Justiça, a Justiça entendeu que ela merecia o mandato, foi arquivado o processo dela. A Câmara, houve a cassação por 20 votos, e a Justiça entendeu que ela merecia permanecer no mandato. Essa duas pessoas se sentiram injustiçadas e protocolaram novos pedidos, e a Câmara vai ter que apurar de novo esses pedidos. Vai tornar público, vai ter os desgastes, mas vai ser conduzido por outra Comissão Processante”, concluiu.
Daniel Trindade
Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"






