Skip to content
21 de abril de 2026
  • Aerie Collection Was Originally Designed By Iskra
Deixa Que Eu Te Conto

Deixa Que Eu Te Conto

Portal de notícias | Sinop e região

novo rpefeitura

  • Facebook
  • INSTAGRAM
  • Youtube
INSTAGRAM
  • Agronegócio
  • Notícia

Mudanças climáticas e a demonização do agro

Avatar photo Daniel Trindade 2 de janeiro de 2024 4 min read

Como todo setor, o agro tem muitos problemas, mas, como bem salientou Roberto Azevêdo, ver a produção de alimentos como algoz internacional das emissões de carbono só pode ser má-fé

Ex-presidente da Organização Mundial do Comércio, o embaixador Roberto Azevêdo concedeu entrevista recente ao Estadão em que oferece lições cristalinas para quem ainda enxerga o agronegócio como o dragão da maldade das mudanças climáticas. Assumindo a defesa do agronegócio brasileiro na COP-28, Azevêdo mirou na distorção do debate gerado pelas pressões internacionais, sobretudo europeias, sobre a produção do campo e os sistemas alimentares, e as exigências de compradores para estabelecer conformidade de produtos com padrões ambientais. Deve-se prestar atenção a seus argumentos, relevantes não só para rebater as reticências internacionais, mas, sobretudo, para desfazer mitos aqui mesmo no Brasil, onde imperam ideologias simplificadoras, desinformação e visões rupestres sobre o campo.

Como lembrou o diplomata, o agronegócio é o primeiro a ser afetado pelas mudanças climáticas: “Safras que eram viáveis antes agora não são mais. Modelos de negócios podem mudar drasticamente a depender do paralelo (geográfico) em que você está situado. Os regimes de chuvas mudaram”. O impacto é brutal, e o setor não só está perfeitamente consciente dessa realidade, conforme sublinhou Azevêdo, como também demonstra capacidade de continuar plantando, produzindo e sequestrando carbono ao mesmo tempo, sem derrubar árvores. Se é verdade que o debate internacional relacionado às mudanças climáticas está legitimamente centrado no controle das emissões de carbono, também é verdade que precisamos escolher e qualificar os inimigos no enfrentamento dessa agenda. Se é verdade que reduzir ou zerar os níveis de desmatamento é o melhor remédio para a redução das emissões, também é verdade que nem todo desmatamento tem o agronegócio como seu agente.

Enquanto as cassandras ideológicas gritam, não é somente o agronegócio que perde: é o Brasil. Não é demais lembrar que o setor responde por 24% do PIB brasileiro, e seu negócio, ao contrário do que pensa boa parte dos exércitos ambientalistas, não é desmatar, e sim transitar de forma decidida – e decisiva – para a agricultura de pegada negativa de carbono. A paisagem no campo e o bolso dos produtores rurais são intensamente afetados pelas mudanças climáticas. Estiagens atípicas, plantios prejudicados pelo excesso de chuvas no Sul, secas severas no Nordeste e até mesmo no Norte, região conhecida pela abundância de água, são todos fenômenos extremos prejudiciais aos negócios, bem como as práticas que contaminam a conservação e a reabilitação dos sistemas alimentares e agrícolas.

Enquanto os países europeus usam a propaganda negativa sobre o agronegócio brasileiro para justificar as barreiras protecionistas, Roberto Azevêdo sugeriu ao Brasil agir com sabedoria, reunindo países que enfrentam problemas similares para que os custos da transição verde não sejam transferidos para as nações mais pobres – evitando, é claro, relacionar essa iniciativa à patacoada lulopetista do tal “Sul Global”. Primeiro, é preciso que o Brasil tenha unidade de propósitos. O governo tem nada menos do que 17 Ministérios que, direta ou indiretamente, se ocupam de questões ambientais, e no entanto sua soma produz quase sempre apenas falatório e fragmentação, reduzindo consideravelmente nossa musculatura comercial e diplomática. Noves fora a defesa que a diplomacia nacional faz dos negócios do Brasil nos fóruns globais, o resultado geral é basicamente a demonização do agronegócio.

A língua presidencial não ajuda, como ficou evidente na recente declaração de Lula da Silva sobre raposas e galinheiros na pauta do marco temporal para demarcação de terras indígenas. Também não ajuda atacar o agronegócio na prova do Enem. São dois exemplos, entre tantos, de uma mesma visão anacrônica sobre o agronegócio, o que só ajuda a consolidar a situação “surreal”, nas palavras de Roberto Azevêdo, em que “o que era para ser o controle das emissões de carbono de repente agora é controlar os sistemas alimentares, uma coisa inacreditável”. Como bem disse o diplomata, “uma narrativa que ignora o sistema energético e a queima de combustível fóssil e o foco vem para o sistema alimentar só pode ser mal-intencionada”.

Por

Daniel Trindade

Editor-Chefe do Portal de Notícias
Ativista Social|Jornalista MTB 3354 -MT
Consultor Político
Estudante Bacharelado em Sociologia
Defensor da Causa Animal em Sinop -MT
Tutor do Stopa "O Cão Mascote"

Continue Reading

Previous: Cachorro se assusta com fogos de artifício, pula do 8º andar de prédio e morre em Cuiabá
Next: Entenda mudanças na aposentadoria em 2024

Relacionados

Turismo no Xingu entra em debate e comunidades querem definir regras
Redação
3 min read
  • Agronegócio
  • Notícia

Mudanças climáticas e a demonização do agro

2 de janeiro de 2024
Sinop reforça atendimento, adota protocolos e centraliza informação oficial após casos de meningite
Assessoria
3 min read
  • Agronegócio
  • Notícia

Mudanças climáticas e a demonização do agro

2 de janeiro de 2024
21 de abril: o legado de Tiradentes e o Brasil de hoje
Divulgação
3 min read
  • Agronegócio
  • Notícia

Mudanças climáticas e a demonização do agro

2 de janeiro de 2024

Veja mais

Turismo no Xingu entra em debate e comunidades querem definir regras
3 min read
  • Agronegócio
  • Notícia

Mudanças climáticas e a demonização do agro

2 de janeiro de 2024
Sinop reforça atendimento, adota protocolos e centraliza informação oficial após casos de meningite
3 min read
  • Agronegócio
  • Notícia

Mudanças climáticas e a demonização do agro

2 de janeiro de 2024
21 de abril: o legado de Tiradentes e o Brasil de hoje
3 min read
  • Agronegócio
  • Notícia

Mudanças climáticas e a demonização do agro

2 de janeiro de 2024
Em Sinop, Marrafon detalha propostas e defende nova via política para MT
4 min read
  • Agronegócio
  • Notícia

Mudanças climáticas e a demonização do agro

2 de janeiro de 2024
  • Categorias
    • Polícia
    • Justiça
    • Política
    • Notícia
    • Agronegócio
    • Saúde
    • Curiosidade
    • Causa Animal
    • Meio Ambiente
    • Opinião
    • Esporte
    • Uma Arara Me Contou
  • Galeria
  • Parceria
  • Política de privacidade

Posts recentes

  • Turismo no Xingu entra em debate e comunidades querem definir regras
  • Sinop reforça atendimento, adota protocolos e centraliza informação oficial após casos de meningite
  • 21 de abril: o legado de Tiradentes e o Brasil de hoje
  • Em Sinop, Marrafon detalha propostas e defende nova via política para MT
  • Cursos gratuitos do agro têm vagas abertas em MT; inscrições vão até 3 de maio

CATEGORIAS

Agronegócio (378) Alta Floresta/MT (18) Artigo do Deixa (212) Assis/SP (59) Brasnorte/MT (3) Brasília/DF (525) Causa Animal (155) Cidades (866) Colniza/MT (3) Colíder/MT (6) Cuiabá/MT (208) Cultura (62) Curiosidade (141) Donald Trump (2) Echaporã - SP (29) Economia (368) Educação (147) Eleições 2026 (262) Esporte (120) Famosos (79) Guarantã/MT (13) Horóscopo do dia (5) Internacional (261) Justiça (1973) Marília/SP (23) Mato Grosso (1021) Meio Ambiente (246) Nacional (1421) Notícia (9391) Novelas (3) Opinião (95) Paraná (3) Peixoto de Azevedo/MT (7) Poconé/MT (3) Polícia (1895) Política (3209) Religião (68) Saúde (683) Sinop (1462) Sorriso/MT (144) SÉRIE ESPECIAL XINGU (6) Tangará da Serra/MT (4) Uma Arara Me Contou (163) Venezuela (2) Várzea Grande/MT (2)
  • Facebook
  • INSTAGRAM
  • Youtube
  • Aerie Collection Was Originally Designed By Iskra
Deixa Que Eu Te Conto© Todos os direitos reservados | DarkNews by AF themes.
Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você está satisfeito com ele.